Vejo a luz que vem da janela
Iluminando os cabelos dela
Trespassado a pele dura
Ela não teme a censura
Vejo o mar nos olhos teus
E a bravura destes céus
Ao julgar que nesse mar
Não irias sufocar
Vejo a escuridão nascer
E a luz desaparecer
Contou-me o dito mar
Que ela teme regressar
Vejo um pássaro numa borda
Como que numa fina corda
Daquela janela graciosa
Que se abre mariposa
Vejo o momento que passou
O que é que dele ficou?
O que passou é passado
Ressuscitado e enterrado
→ 28 Janeiro 2022
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