domingo, 21 de maio de 2023

A Janela

Vejo a luz que vem da janela
Iluminando os cabelos dela
Trespassado a pele dura 
Ela não teme a censura

Vejo o mar nos olhos teus
E a bravura destes céus
Ao julgar que nesse mar 
Não irias sufocar

Vejo a escuridão nascer
E a luz desaparecer
Contou-me o dito mar 
Que ela teme regressar

Vejo um pássaro numa borda
Como que numa fina corda
Daquela janela graciosa
Que se abre mariposa

Vejo o momento que passou
O que é que dele ficou?
O que passou é passado
Ressuscitado e enterrado

→ 28 Janeiro 2022



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