sexta-feira, 13 de abril de 2018

Rosa de Sangue

Uma rosa salpicada com sangue
Quais espinhos lhe acertaram
As pétalas em vão choraram
O coração que lhe pague

Sangue com sabor de nada
Cujo nunca foi provado
A música já não se ouve da banda
O sentimento foi apagado

Gostava de saber se em vida
Alguma vez cheirou como rosa
Alguma vez quis ser colhida
Onde afinal, soava a sua prosa

Agora que murchou
Ou será que não murchou
Espinhos, calor, ou apenas nada
Só sei que me perdi, só sei: não sinto nada


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