sexta-feira, 13 de abril de 2018

A Pantera

Não venhas, não corras
Eu não corro se tu não vieres
Mas se tu vieres eu corro
Porque é que quando vens não corres?

Foges que nem um morto
Consolado nesse caixão pronto
Teus pés de pantera negra
Como quem foge da morte plena

Vejo-te no horizonte a cada dia
Queres-me demais em demasia
Porque não me queres iluminar
Mas sempre nasce sol nesse olhar

Pantera corre desse sol nascente!
Que te mata e trespassa sem dó!
Pois raio luminoso nunca é ausente
Ambos estamos mortos, não és tu só

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